SAÚDE
Cirurgia refrativa pode reduzir a dependência de óculos e lentes
Especialista explica quando o procedimento é indicado e quais exames são necessários antes da cirurgia.
Publicado em 17/07/2026 às 14:34
Hoje em dia, é comum conhecer pelo menos uma pessoa que usa óculos ou lentes de contato, seja na família, no trabalho, na faculdade ou no ciclo de amigos. A realidade reflete um cenário global de atenção à saúde ocular: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo têm algum grau de deficiência visual, sendo que cerca de 1 bilhão desses casos poderiam ter sido prevenidos ou ainda não receberam o tratamento adequado.
Entre as alterações mais frequentes estão os erros refrativos, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. A miopia dificulta a visão de longe; a hipermetropia prejudica principalmente a visão de perto; o astigmatismo causa distorções na imagem por irregularidades na curvatura da córnea; e a presbiopia, conhecida como “vista cansada”, costuma aparecer após os 40 anos, dificultando o foco em objetos próximos.
Para muitos pacientes, o uso de óculos ou lentes de contato faz parte da rotina. No entanto, quando há incômodo, dependência excessiva ou dificuldade de adaptação, a cirurgia refrativa pode ser uma alternativa para reduzir ou até eliminar essa necessidade.
Quando é necessário a cirurgia?
De acordo com a oftalmologista Dra. Isabela Miyazaki do Hospital de Olhos, a primeira etapa é uma avaliação criteriosa. “Na consulta inicial, analisamos principalmente a idade do paciente e a estabilidade do grau. Em geral, a cirurgia é indicada a partir dos 18 anos, quando o olho já completou seu desenvolvimento, desde que o grau esteja estável”, explica.
Segundo a médica, pacientes com miopia, astigmatismo ou hipermetropia podem ser candidatos ao procedimento. “Também avaliamos casos de pessoas que não conseguem se adaptar bem aos óculos ou que fazem uso frequente de lentes e apresentam desconforto”, acrescenta.
Antes da indicação cirúrgica, são solicitados exames específicos. Um dos principais é a tomografia de córnea, que permite avaliar a espessura e o formato da córnea, além de identificar possíveis doenças pré-existentes que possam contraindicar o procedimento. “Esse exame ajuda a definir se é possível corrigir totalmente o grau com segurança e se o paciente realmente está apto para a cirurgia”, destaca a especialista.
A cirurgia refrativa é realizada com anestesia tópica, em forma de colírio, sem necessidade de jejum. Além da praticidade, o procedimento pode representar mais qualidade de vida para quem depende diariamente de óculos ou lentes. “Deixar de depender desses recursos no dia a dia significa mais conforto, liberdade e até economia, já que o uso constante de lentes envolve manutenção, produtos de limpeza e trocas frequentes”, finaliza a Dra. Isabela.
Fonte: Sicredi Vanguarda
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