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Saúde

Paraná reforça vacinação infantil contra meningite e alerta para prevenção.

Com cobertura acima da meta, Estado registra queda de casos e óbitos, mas destaca importância de manter a imunização em dia.

Publicado em 11/04/2026 às 09:04

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná reforça a importância da imunização infantil contra a meningite, destacando que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença, que pode evoluir rapidamente e causar complicações graves.

Mesmo com a alta cobertura vacinal no Estado e a redução no número de casos, o alerta permanece: é essencial manter a carteirinha de vacinação das crianças sempre atualizada. A proteção começa nos primeiros meses de vida e é fundamental para evitar o avanço de doenças imunopreveníveis.

Dados preliminares apontam que, em 2025, a cobertura da vacina meningocócica C atingiu 95,63% no Paraná. Já em 2026, os números indicam um desempenho ainda mais positivo, com 97,9% de cobertura até o mês de março. Apenas nos três primeiros meses do ano, foram aplicadas 62.554 doses em crianças menores de 1 ano e outras 30.872 doses de reforço em crianças de 1 ano.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% de cobertura vacinal, índice considerado ideal para garantir a proteção coletiva. Além da meningite, esse objetivo também se aplica a outras doenças, como sarampo e poliomielite.

Os resultados já refletem no cenário epidemiológico. Nas primeiras semanas de 2026 (SE 01 a 10), o Paraná registrou queda de 24,8% nos casos de meningite, passando de 233 para 175 ocorrências em comparação com o mesmo período de 2025. O número de óbitos também apresentou redução significativa, de 9 para 5, o que representa uma queda de aproximadamente 44,4%.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, reforça que a vacinação é essencial para proteger principalmente as crianças. “Nosso papel é garantir que a informação e a vacina cheguem a quem precisa. Quando falamos de meningite, estamos falando de uma doença séria, e a prevenção por meio da vacinação precisa ser prioridade para todos nós”, afirmou.

A meningite meningocócica é uma das formas mais graves da doença e pode evoluir para sepse, uma infecção generalizada com risco de morte e possibilidade de sequelas permanentes. A doença é caracterizada pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos.

Para garantir a proteção da população, o Programa Nacional de Imunizações oferece gratuitamente, por meio do Sistema Único de Saúde, vacinas que protegem contra diferentes tipos de meningite. Entre elas estão a BCG, aplicada ao nascimento, as vacinas meningocócicas (como a C e a ACWY), além da pentavalente e da pneumocócica 10, que fazem parte do calendário vacinal infantil.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que manter a vacinação em dia é um ato de cuidado coletivo, essencial para proteger não apenas as crianças, mas toda a população.

Fonte: AEN